Detentos evangélicos de Alcaçuz foram assassinados com a bíblia em mãos


O conflito entre as facções rivais no presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, completou 15 dias. E ainda continua deixando marcas de violência combinadas com a incompetência das autoridades da área de segurança em administrar os presídios. De acordo com informações do portal G1, toda a motivação pela onda de rebeliões teria partido do PCC (Primeiro Comando da Capital), organização criminosa responsável por comandar presídios das regiões sudeste do Brasil. Na maioria das vezes, os detentos comuns são obrigados a entrar para o PCC, onde pagam uma taxa mensal de afiliação para receber proteção do grupo, entre outros benefícios.

Nos últimos anos, as facções tentam obter o maior número de membros. Tendo as casas prisionais como o maior meio de recrutamento de novos membros, quanto maior for o presídio, maiores são as chances de recrutamento. De acordo com especialistas, cada organização criminosa busca obter o domínio do presídio. E após o feito, os líderes das facções exigem dos governos estaduais a transferência de detentos de facções rivais. Com essa medida, a facção dominante poderá fazer novos recrutamentos, sem enfrentar concorrência.

No último dia (18), o governo do Rio Grande do Norte, determinou a transferência de 220 membros do Sindicato do RN, os quais foram transferidos de Alcaçuz, para outros presídios da região metropolitana de Natal. Insatisfeitos com a decisão do governo, os líderes do Sindicato, facção responsável por comandar as cadeias do Rio Grande do Norte, teriam ordenado uma série de ataques a ônibus da capital potiguar.

Uma reportagem do portal UOL cita que no último dia (14), quando membros do PCC que ocupavam o pavilhão cinco, conseguiram invadir o pavilhão quatro. Durante a invasão eles, teriam se deparado com um grupo de 150 detentos evangélicos, os quais não pertencem a nenhuma facção. No conflito, 26 presos evangélicos acabaram morrendo enquanto rezavam ajoelhados com suas bíblias em mãos. Na última sexta-feira (20), uma rebelião foi interrompida para a celebração de um culto evangélico. O culto foi realizado pelo pastor Raul Moreira, que atua na Igreja Verbo da Vida. Em 2013, o religioso havia feito o batismo de 60 detentos de Alcaçuz. #Operação Lava Jato #Política #Casos de Corrupção

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Geral

Destaques