11/05/2017

Menina de 12 anos é vítima de estupro coletivo

O crime foi filmado pelos estupradores e as imagens estão sendo compartilhadas. Delegada descreveu o vídeo como ‘grotesco’, ‘hediondo’ e ‘nefasto’. Polícia ainda não identificou os criminosos



Um caso de estupro coletivo de uma menina de 12 anos na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, chocou a Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) e as redes sociais.

A vítima aparece em um vídeo sendo violentada por quatro jovens. Ainda não se sabe se os estupradores são menores. O crime teria ocorrido no último fim de semana.

A barbárie foi descoberta após a tia de menina estuprada reconhecer a sobrinha ao se deparar com o vídeo no Facebook.

No vídeo, que a delegada descreveu como ‘grotesco’, ‘hediondo’ e ‘nefasto’, é possível ouvir a fala: ‘Cala a boca, se alguém ouvir sua voz vai saber que é ‘tu’’’.

“Não há dúvida alguma que a vítima foi obrigada, desde o início, a todo o ato. Você vê na gravação o temor dela, os gritos de pavor. Isso comove qualquer um”, disse a delegada Juliana Amorim.

A adolescente e sua mãe devem prestar depoimento segunda-feira. “A menina está em pânico e não quer ficar mais onde mora. Quem sofre o estupro se sente culpada, reprimida, e não quer denunciar”, disse ela, que pediu a inclusão da vítima no PPCAM — Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte.

A delegada ressaltou que qualquer pessoa que armazenar e compartilhar as imagens pode ser penalizado com até quatro anos de prisão. “A Polícia Civil está vendo quem compartilha isso. Além de você compartilhar o sofrimento, algo totalmente desumano, consiste em crime”, reforçou.

A DCAV deve pedir ainda a colaboração da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) para a retirada do vídeo das redes sociais.

O Código Penal define qualquer ato libidinoso com menores de 13 anos como estupro de vulnerável, mas a titular da DCav ressaltou a violência com que a menina foi forçada ao ato.

Os quatro homens vistos no vídeo devem responder por estupro de vulnerável, crime passível de pena de oito a 15 anos de prisão. O autor da filmagem também deve ser penalizado com até oito anos. Os administradores da página que divulgaram inicialmente o vídeo também cometeram um crime.

O crime ocorre cerca de um ano após o estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no Morro da Barão, na Praça Seca. Na época, as suspeitas inciais davam conta de 30 homens participando do crime, mas três foram acusados. Dois criminosos foram presos em fevereiro; em março, o estuprador foragido foi capturado.

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