24/08/2017

Considerado morto, maranhense aguarda anulação de certidão de óbito para se aposentar


O morador de Gurupi/TO, João Paulo da Silva Rodrigues, 63 anos, que teve que entrar na Justiça para provar que está vivo, ainda não conseguiu a anulação da certidão de óbito. O juiz mandou reparar o dano, mas quatro meses depois, a ordem ainda não foi cumprida. Por causa disso, o idoso não pode se aposentar. (Veja vídeo)

Rodrigues foi casado por 10 anos no Maranhão e se separou em 1993. Neste período, ele se mudou para o Tocantins e passou a viver com outra mulher. Foi a ex-esposa quem o declarou como morto e passou a receber o benefício do INSS.

A luta para comprovar que está vivo começou em 2013. Ele procurou a Defensoria Pública em Gurupi, que entrou com o processo na Justiça.

“O juiz em Gurupi já ouviu o João Paulo, ouviu uma testemunha e se deu por satisfeito com a prova colhida e deu a sentença mandando restaurar a certidão de casamento e anular o óbito conforme pedido na inicial”, disse o defensor público, Kita Maciel.
Segundo o defensor público, o problema é que cartório de Bacabal (MA) está demorando para anular a certidão de óbito e adequar a de casamento, que também consta a morte do Rodrigues.

Quando finalmente, a sentença for cumprida, Rodrigues diz que a primeira coisa que pretende fazer é dar entrada na aposentadoria. “Ele tem filho, filho doente, a esposa dele é deficiente visual. O que eu preciso mesmo é provar que ele está vivo para a gente dar entrada no INSS para ver se sai a pensão dele”, disse a funcionária pública, Alday Ferreira da Silva, amiga de Rodrigues que o ajuda no processo.
O cartório em Bacabal (MA) informou que iria cumprir a decisão judicial ainda nesta quarta-feira (23).

G1 Tocantins.


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