19 de jul de 2018

Maranhão tem 4ª maior taxa de mortalidade infantil no Nordeste



SÃO LUÍS – Dados do Ministério da Saúde atestam que o índice de mortalidade infantil no Maranhão é o quarto pior da região Nordeste, ficando abaixo penas do Piauí (19,5), Bahia (18,0) e Sergipe (17,3), e o nono entre os estados brasileiros. Em 2016, último ano do levantamento, a taxa de mortalidade para cada mil crianças nascidas no estado, com menos de 1 ano, foi de 16,3, enquanto em 2015, de 16,0.

A taxa vinha caindo desde1990, ano em que o estado verificou um número ápice de morte infantil, entre crianças de 0 a 1 ano, totalizando 76,6 óbitos para cada mil nascidas. Durante 26 anos, de 1990 a 2015, o Maranhão foi um dos estados que conseguiu cravar bons resultados, mas que, curiosamente, não conseguiu manter-se na linha.

Taxa de mortalidade infantil (menores de 5 anos)
A taxa de mortalidade entre crianças menores de 5 anos, teve, também, sucessivos resultados positivos entre 1990 e 2015, mas, em 2016, apesar de não ter evidenciado um resultado (em números) negativo, se manteve igual a 2015, com 19,1 mortes para cada 1.000 crianças nascidas no Maranhão.

Possíveis causas

O médico pediatra Evaldo Barbosa disse que um dos principais motivos que contribuem diretamente para esse resultado negativo na taxa de mortalidade infantil ainda é a falta de investimentos. “É preciso que haja mais investimento no setor de saúde. Da mesma forma, é preciso que os governos realizem concursos públicos para ter um quadro de funcionários efetivo”, frisou.

Barbosa acredita que se deve também à falta de investimentos por parte do poder público os pontos que refletem sobre tais resultados. “A precariedade dos hospitais, a mão de obra e a superlotação dos centros de saúde são três importantes pontos que contribuem para esta realidade”, ressaltou.

Reflexo

No âmbito do Nordeste, a taxa de mortalidade infantil maranhense perde apenas para outros três estados da região: Piauí, Bahia e Sergipe. O reflexo dos números negativos é a taxa de mortalidade nordestina, a segunda pior das cinco regiões do Brasil, perdendo para o Norte, hoje estimada em 16,4 por mil.

O Estado manteve contato com o Governo do Maranhão para questionar a realidade da mortalidade infantil no estado, mas foi informado de que, pelo assunto demandar complexidade, não se­ria possível esclarecer tais questionamentos por meio de nota. Mas se dispôs a conceder entrevista com especialista em outra oportunidade.

No Brasil

De acordo com relatório do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade infantil no Brasil subiu 4,8% entre 2015 e 2016, representando o primeiro aumento em 26 anos. A taxa estava caindo desde 1990, quando foram registradas 47,1 mortes para cada 1.000 crianças com menos de 1 ano. No entanto, em 2016 foram contabilizados 14 óbitos de crianças com até 1 ano a cada 1.000; em 2015 foram 13,3 mortes.

Saneamento básico e vacinação ajudaram a diminuir taxa no Brasil
A Unicef registra que, historicamente, a queda da mortalidade infantil no Brasil está associada a uma série de melhorias nas condições de vida e na atenção à saúde da criança: segurança alimentar e nutricional, saneamento básico e vacinação estão entre elas.

A instituição diz que a maior parte dos óbitos se concentra no primeiro mês de vida, o que evidencia a importância dos fatores ligados à gestação, ao parto e ao pós-parto.

Contudo, principalmente as mortes pós-neonatais (após os 27 dias de vida), estão relacionadas às condições socioeconômicas, diz a Unicef.

Taxa de mortalidades por região

Norte: 18,0
Nordeste: 16,4
Sudeste: 12,2
Sul: 10,0
Centro-Oeste: 14,4

(IMIRANTE)

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