31 de out de 2018

Equipe de transição de Bolsonaro tem 22 pessoas para economia e infraestrutura

Ernestro Rodrigues/Estadão O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro ministro da 
Casa Civil, se reúne com o atual chefe da pasta, Eliseu Padilha

BRASÍLIA - Os primeiros integrantes da equipe de transição governamental são das áreas consideradas mais "sensíveis" pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL): economia e infraestrutura. A informação foi dada pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), oficializado nesta quarta-feira, 31, como coordenador do grupo e futuro ministro da Casa Civil. Ele entregou uma lista ao ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), no Palácio do Planalto, com a relação das 22 pessoas que farão parte da equipe de Bolsonaro até o início do ano que vem. O presidente eleito também definiu nesta quarta que o próximo governo terá ao menos 15 ministérios.

"Há uma primeira lista de 22 nomes que foram apresentados hoje, eles estão mais concentrados na área econômica por conta, evidentemente, das informações que a equipe do Ministério de Economia, liderada por Paulo Guedes, deve receber para fazer a preparação. Outra área sensível é área de infraestrutura, que já avançou, mas precisa avançar mais. Essas são as duas áreas que concentram maior número de técnicos", anunciou.

Após reunião, em coletiva de imprensa, Lorenzoni não informou quais foram os nomes escolhidos e disse que as informações serão divulgadas no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira. A Casa Civil também não divulgou os nomes após questionamentos de jornalistas. Os indicados ainda precisam passar por uma avaliação da Subchefia para Assuntos Jurídicos (SAJ) para verificar se apresentam algum tipo de impedimento para assumir cargo público.

O presidente eleito ainda tem direito a indicar até outros 28 nomes para compor a equipe de transição. Segundo Lorenzoni, isso vai acontecer de acordo com a necessidade e conforme os demais ministros do futuro governo forem anunciados por Bolsonaro. Segundo o coordenador da transição, o presidente eleito virá na próxima semana para um encontro com o presidente Michel Temer e para iniciar "formalmente" a transição entre os dois.

"Já na próxima semana ele vai na dar as primeiras sinalizações tanto da estrutura ministerial como de áreas que vai determinar para que a equipe de transição foque. Agora inicia-se uma fase importante. (Vamos) falar pouco, trabalhar muito para que o Brasil colha os resultados", declarou.

Lorenzoni elogiou o processo de transição organizado por Padilha e o sistema eletrônico "simplificado" para permitir a interação de técnicos e o acesso à informações fundamentais para a construção da futura gestão. "O processo é eficaz e irá nos poupar bastante tempo", disse. O futuro ministro da Casa Civil considerou que a equipe de transição terá pouco tempo para trabalhar diante do "tamanho do Brasil" e que o processo utilizado será "bastante eficaz".

Nesta quarta-feira, Lorenzoni veio ao Planalto acompanhado do general Augusto Heleno Ribeiro, escolhido por Bolsonaro para o Ministério da Defesa, para dar início ao processo de transição. Além da reunião com Padilha, eles conversaram com responsáveis por áreas técnicas da Casa Civil. "Isso já nos permitiu ter uma visão dos avanços obtidos e vai permitir que Bolsonaro tenha relatórios para que ele decida, junto com a sua equipe final, aquilo que vai ser implementado no curto, médio e longo prazo a partir de 1º de janeiro", contou Lorenzoni.

Ele defendeu que a primeira palavra do governo é "de muita tranquilidade, absoluta harmonia". "Queremos melhor transição possível", reforçou. O futuro ministro encerrou a coletiva de imprensa após sua declaração sem responder perguntas da imprensa.


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