16 de nov de 2018

Maranhão não divulga dados da violência no mês de setembro


O Maranhão foi um dos dois estados que não divulgou os dados sobre as mortes violentas no mês de setembro no estado. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), os dados ainda estão sendo consolidados e só serão divulgados em dezembro, “obedecendo ao prazo de três meses legalmente estabelecido”, disse a nota.

Além do Maranhão, somente o estado do Paraná não forneceu os dados. De acordo com o relatório divulgado nessa quinta-feira (15), pelo menos 3.444 pessoas foram assassinadas no mês de setembro no Brasil.

De janeiro a agosto deste ano, o Maranhão já registrou 1.126 mortes violentas, divididas entre homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais. Até o momento, o mês de janeiro é considerado o mais violento do ano, com 164 mortes registradas, seguido de junho com 154 e março com 151 assassinatos.

Os dados foram levantados pelo índice nacional de homicídios criado pelo G1, ferramenta que permite o acompanhamento dos dados de crimes violentos mês a mês no país.

O mapa faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Confira os dados mês a mês

  • JANEIRO: 164 mortes – índice de 2.33 mortes para cada 100 mil habitantes
  • FEVEREIRO: 131 mortes – índice de 1.86 mortes para cada 100 mil habitantes
  • MARÇO: 152 mortes – índice de 2.16 mortes para cada 100 mil habitantes
  • ABRIL: 121 mortes – índice de 1.72 mortes para cada 100 mil habitantes
  • MAIO: 137 mortes – índice de 1.90 mortes para cada 100 mil habitantes
  • JUNHO: 154 mortes – índice de 2.20 mortes para cada 100 mil habitantes
  • JULHO: 126 mortes – índice de 1.80 mortes para cada 100 mil habitantes
  • AGOSTO: 141 mortes - índice de 2.0 mortes para cada 100 mil habitantes
Na página especial do Maranhão no mapa do Monitor da Violência, é possível navegar e encontrar dois vídeos: um com uma análise de um especialista indicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e outro com um diagnóstico de um representante do governo.

Objetivo
Desde o início do ano, jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados via Lei de Acesso à Informação (LAI), seguindo o padrão metodológico utilizado pelo Fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.


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